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sexta-feira, 6 de março de 2020

SAPO CURURU

Nome popular: sapo-cururu

Nome científico: Rhinella icterica 
(antiga nomenclatura: Bufo ictericus)

Tamanho: Os machos têm cerca de 13 cm, as fêmeas chegam a 18 cm.

Peso: 400 gramas (macho) e 1,5 quilo (fêmea).

Habitat: A espécie está presente em diversos habitats, desde florestas fechadas, como a Mata Atlântica, a áreas abertas, como o Cerrado, podendo viver, inclusive, em áreas urbanizadas, onde é mais frequente. Pode ser encontrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, nas províncias de Misiones e Corrientes da Argentina e no leste do Paraguai, estando sempre em uma altitude entre o nível do mar e os 1 200 metros.

Local onde é encontrado: É encontrado nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, no Paraguai e norte da Argentina

Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e não consta da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

As pessoas costumam ter medo dele, mas, além de inofensivo, ele é extremamente útil para nós. Em tempos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, o sapo-cururu é uma eficientíssima arma contra os mosquitos. No período de três meses, um único sapo adulto é capaz de acabar com 10 mil insetos. E é por isso que é comum ele aparecer nas nossas casas: a iluminação de ruas e residências atrai muitos insetos, o que é um banquete para os sapos. 

E não é só de mosquitos que o sapo-cururu vive. Ele é um insetívoro que se alimenta também de lesmas e caramujos, pragas em hortas. Até pequenos roedores entram na sua dieta.

Os machos da espécie são menores que as fêmeas. Eles têm cerca de 13 cm, enquanto elas chegam a 18 cm. É um anfíbio de grande porte. Também é possível diferenciar machos de fêmeas pela coloração. Os machos são castanho-alaranjados e as fêmeas são manchadas de preto, branco, cinza e castanho. Como todo sapo, machos e fêmeas têm a pele cheia de verrugas. E como todo anfíbio anuro (sem cauda), adora a umidade, pois precisa manter a sua pele sensível sempre úmida.

O sapo-cururu é encontrado nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, no Paraguai e norte da Argentina. Só que em muitos lugares já é raro ver este anfíbio nativo. Ele procria em lagoas que têm sofrido com poluição e drenagens. 

Na época reprodutiva, o sapo-cururu vai para áreas de lagoas, de águas paradas. A desova é feita em grandes cordões gelatinosos de alguns metros de comprimento com milhares de ovos escuros em áreas rasas da água. Os girinos vivem em grupos..

E sabe aquela história de que não é pra mexer no sapo senão ele faz xixi nos seus olhos? Mentira! Ele libera sim um muco tóxico por glândulas da pele, mas não espirra nada em ninguém e só faz isso como artifício de defesa, quando se sente estressado. Algumas pessoas são sim sensíveis ao contato com essa substância e podem ter irritação na pele, mas nada de mais grave.

Ramon Ventura
Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

SAPO CURURU

Nomes populares: Sapo Cururu

Nome científico: Rhinella veredas

Tamanho: Medem entre 8cm e 11cm.

Habitat: Formações abertas do Cerrado e locais onde o solo é arenoso.

Local onde é encontrado: Cerrado brasileiro.

Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção.

O Rhinella veredas tem esse nome porque foi descoberto no Parque Grande Sertão Veredas, que fica na Bahia. Um pouco menor do que seus outros colegas cururus, eles medem entre 8cm e 11cm.

O macho tem as costas amarela e a fêmea mistura tons de marrom avermelhado e verde claro. Ao contrário de outros cururus, não têm cristas – ossos que formam uma protuberância no alto da cabeça.

Geralmente, são encontrados em formações abertas do Cerrado e locais onde o solo é arenoso. No período de seca, ficam enterrados e saem nas estações chuvosas para se alimentar e reproduzir.

Esse sapinho costuma viver no cerrado brasileiro, mas esta região tem sofrido por causa das mudanças no clima. Para piorar, o ambiente também tem sido prejudicado pelo aumento da poluição, contaminação por pesticidas e outras ameaças à natureza.

A previsão dos pesquisadores é que o sapo-cururu mude de ambiente, buscando lugares mais frios. "Um estudo mostra que a espécie pode se mover em direção ao sul. O grande problema é que justamente nessas regiões o cerrado está mais degradado", conta Débora Silvano.

A Débora é responsável por um projeto que tenta preservar anfíbios (animais como os sapos, que vivem na terra e na água). O programa é feito pela ONG Pequi (Pesquisa e Conservação do Cerrado), com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O sapo-cururu, assim como seus colegas de outras espécies, é muito importante para o equilíbrio do meio ambiente. Ele ajuda a controlar o número de insetos e vermes, comendo gafanhotos, formigas e besouros. Além disso, ele serve de alimento para várias espécies, como cobras e aves.

A temperatura do corpo do sapo depende do local em que ele está. Bem diferente dos humanos, que são capazes de gerar calor para manter o "termômetro interno" em 36,5ºC. O Rhinella veredas, uma das espécies conhecidas como sapo-cururu, tem enfrentado este problema e corre risco de extinção em um futuro próximo. Para você ter ideia, seria como ter que abandonar sua casa porque ela está quente demais.

Fora isso, o sapo é considerado um ótimo indicador biológico de áreas degradadas. O que isso quer dizer? O sapo é o primeiro animal a sentir os efeitos da destruição da natureza. Por isso, é tão importante preservar o ambiente onde ele vive para garantir a sobrevivência dele e dos humanos também.

Essa história de que o sapo-cururu esguicha veneno a grandes distâncias, sendo capaz de deixar alguém cego, não passa de lenda. Se houver contato com o veneno, pode haver irritação nos olhos, é verdade, mas não a ponto de causar cegueira. Outra coisa: o contato com o xixi do sapo também não tem qualquer relação com o aparecimento de verrugas na pele, como muita gente diz.

Ramon Ventura
OUL