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domingo, 15 de dezembro de 2019

PAPAGAIO CHARÃO

Foto: Douglas Fischer
Nome popular: Papagaio-charão. 

Nome científico: Amazona pretrei.

Peso: 300 e 400 gramas

Tamanho: Pode variar de 30 a 35 centímetros.

Família: Psittacidae.

Habitat: Habita florestas de araucária e matas ombrófilas do sul do Brasil.

Local onde é encontrado: Nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com alguns registros históricos no sudeste do estado do Paraná.

Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção. 


Papagaio-charão (Amazona pretrei): um símbolo da conservação no sul do Brasil

O papagaio-charão é uma das espécies mais emblemáticas das matas do sul do Brasil. Com seu canto forte e presença vibrante, essa ave desempenha papel importante nos ecossistemas onde vive, mas infelizmente enfrenta sérias ameaças que colocam sua sobrevivência em risco.

O Amazona pretrei é um papagaio de tamanho médio, com um comprimento que pode variar de 30 a 35 centímetros e um peso que pode chegar a cerca de 300 a 400 gramas. Sua plumagem é predominantemente verde, com uma faixa vermelha na testa e uma cauda longa e pontiaguda.

O papagaio-charão habita florestas de araucária e matas ombrófilas do sul do Brasil. Sua distribuição geográfica está concentrada nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com alguns registros históricos no sudeste do estado do Paraná. Essa espécie depende fortemente da presença da Araucária angustifolia (o pinheiro-do-paraná), árvore cujas sementes — os pinhões — são sua principal fonte de alimento durante boa parte do ano.

A alimentação do papagaio-charão é baseada, principalmente, em frutos e sementes nativas da região sul, com destaque para o pinhão. Além disso, consome outros frutos silvestres, flores e, em algumas áreas agrícolas, pode se alimentar de milho e outras culturas, o que às vezes gera conflitos com produtores rurais.

A temporada reprodutiva ocorre entre setembro e janeiro. Os ninhos são construídos em ocos de árvores, especialmente em florestas com pinheiros maduros. A fêmea geralmente põe 2 a 4 ovos, que são incubados por cerca de 26 dias. Os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 2 meses, até estarem prontos para voar.

O principal motivo pelo qual o papagaio-charão corre risco de extinção é a perda de habitat, causada pelo desmatamento das florestas de araucária para expansão agrícola, pecuária e urbanização. A retirada indiscriminada do pinheiro-do-paraná e a escassez de árvores com ocos para nidificação também dificultam a reprodução da espécie. Além disso, o tráfico de animais silvestres, que captura filhotes para o comércio ilegal, representa outra séria ameaça.

A espécie é classificada como Vulnerável (VU) pela Lista Vermelha da IUCN e também consta na lista nacional de espécies ameaçadas do ICMBio.

Nos últimos anos, projetos de conservação têm sido fundamentais para proteger o papagaio-charão. Iniciativas como a instalação de ninhos artificiais, programas de educação ambiental e monitoramento de populações têm contribuído para a estabilização da espécie em algumas áreas. A criação de Unidades de Conservação e a proteção das florestas de araucária são estratégias cruciais para garantir a sobrevivência dessa ave tão carismática.

O nome "charão" é uma referência ao som que a ave emite: um grito forte e característico, semelhante a “charrãããão!”.

É uma das poucas espécies de papagaios que realizam deslocamentos sazonais em busca de alimento, chegando a voar mais de 100 km em busca de áreas com pinhão.

Vive em bandos, o que torna mais fácil a sua observação na natureza.

Ramon Ventura.

sábado, 20 de julho de 2013

MARACANÃ VERDADEIRA

Nome popular: Maracanã-verdadeira.

Nome científico: Primolius maracana.

Peso: 250 e 300 gramas.

Tamanho: Cerca de 40 a 45 centímetros de comprimento, incluindo a cauda longa.

Família: Psittacidae (a mesma das araras e papagaios).

Habitat: Florestas estacionais, matas secas, matas ciliares e bordas de cerradões, além de áreas de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado.

Expectativa de vida: Pode ultrapassar os 30 anos em ambiente natural ou sob cuidados adequados.

Local onde é encontrado: Nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Piauí.

Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção. 


Maracanã-verdadeira (Primolius maracana): A beleza ameaçada das florestas brasileiras

A Maracanã-verdadeira (Primolius maracana) é uma ave carismática, colorida e de grande valor ecológico, pertencente à rica avifauna brasileira. Embora menos conhecida do que seus parentes maiores, como as araras, esta espécie desempenha um papel vital na dispersão de sementes e no equilíbrio dos ecossistemas onde vive.

A Primolius maracana é uma ave de tamanho médio, com um comprimento que pode variar de 40 a 45 centímetros e um peso que pode chegar a cerca de 250 a 300 gramas. Sua plumagem é verde com manchas azuis e amarelas, com uma forma compacta e robusta que lhe permite se mover com agilidade em seu habitat.

A Maracanã-verdadeira é nativa do Brasil, com distribuição natural que inclui regiões do nordeste, sudeste e centro-oeste, especialmente nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Piauí.

Seu habitat preferido inclui florestas estacionais, matas secas, matas ciliares e bordas de cerradões, além de áreas de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. É uma espécie que pode se adaptar a ambientes levemente modificados, desde que ainda haja cobertura vegetal e disponibilidade de alimento.

A dieta da Maracanã-verdadeira é composta principalmente por sementes, frutas, nozes, flores e brotos, incluindo espécies nativas como jatobá, faveiro, ipê e outras leguminosas. Também pode consumir polpas de frutas cultivadas, o que às vezes causa conflitos com agricultores.

Como outras aves da família Psittacidae, possui um bico forte e curvo, adaptado para quebrar cascas duras e acessar alimentos nutritivos.

A época reprodutiva varia conforme a região, mas geralmente ocorre entre agosto e dezembro. A Maracanã-verdadeira costuma usar ocos de árvores ou buracos em barrancos para fazer o ninho. A fêmea põe entre 2 a 4 ovos, que são incubados por cerca de 24 a 26 dias. Após o nascimento, os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 2 meses, sendo alimentados pelos pais.

A Maracanã-verdadeira está classificada como "Vulnerável" (VU) pela Lista Vermelha da IUCN e também consta na lista oficial de espécies ameaçadas do ICMBio. As principais ameaças à sua sobrevivência incluem:

Desmatamento e perda de habitat, especialmente para a agricultura e pecuária. Tráfico de animais silvestres, devido à beleza e ao comportamento sociável da espécie. Fragmentação florestal, que dificulta a reprodução e reduz as fontes de alimento.

A destruição de áreas com árvores de grande porte, usadas para nidificação, afeta diretamente seu ciclo de vida. Além disso, a baixa taxa reprodutiva e a fidelidade a áreas específicas tornam a recuperação populacional lenta.

Diversas ações vêm sendo implementadas para garantir a preservação da Maracanã-verdadeira, como:

Criação de unidades de conservação e reservas privadas. Programas de educação ambiental e combate ao tráfico. Incentivo ao reflorestamento com espécies nativas. Projetos de monitoramento populacional e manejo em cativeiro.

A Maracanã-verdadeira é um símbolo da riqueza da fauna brasileira e da urgência em proteger os ecossistemas naturais. Sua conservação não é apenas uma questão ecológica, mas também cultural, pois representa a beleza e a diversidade do nosso patrimônio natural. Preservar essa espécie é preservar o Brasil.

Ramon Ventura.

sábado, 26 de janeiro de 2013

ARARA DE BARRIGA AMARELA

Nome popular: Arara-de-barriga-amarela ou Arara-Canindé.

Nome científico: Ara ararauna.

Peso: Entre 1 e 1,3 kg.

Tamanho: De 76 a 86 centímetros de comprimento, com envergadura que pode ultrapassar 1 metro.

Família: Psittacidae.

Habitat: florestas tropicais úmidas, matas de galeria, matas ciliares e áreas alagadas.

Expectativa de vida: Pode viver até 40 anos na natureza e mais de 60 anos em cativeiro.

Local onde é encontrado: No Brasil, é encontrada principalmente na Amazônia, Pantanal, Cerrado e partes da Mata Atlântica, em regiões como o Pará, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia e Goiás.

Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção. 


Arara-de-barriga-amarela (Ara ararauna): majestade colorida das florestas tropicais

A Arara-de-barriga-amarela (Ara ararauna), também conhecida como arara-Canindé, é uma das aves mais emblemáticas das Américas e um verdadeiro símbolo da exuberância das florestas tropicais. Com sua plumagem vibrante e comportamento social marcante, essa espécie encanta observadores da natureza, mas enfrenta crescentes ameaças à sua sobrevivência na vida silvestre.

A Ara ararauna é uma ave de grande porte, com um comprimento que pode variar de 76 a 86 centímetros e um peso que pode chegar a cerca de 900 a 1.300 gramas. Sua plumagem é azul e amarela, com uma forma robusta e uma cauda longa que lhe permite voar com agilidade.

Sua plumagem azul vibrante nas asas e dorso contrasta com o amarelo intenso da barriga e do peito, e a face branca com listras negras é única de cada indivíduo.

A arara-de-barriga-amarela é nativa da América do Sul e ocorre em diversos países, incluindo Brasil, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Guianas e Peru. No Brasil, é encontrada principalmente na Amazônia, Pantanal, Cerrado e partes da Mata Atlântica, em regiões como o Pará, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia e Goiás.

Habita florestas tropicais úmidas, matas de galeria, matas ciliares e áreas alagadas, onde encontra alimento e locais para nidificação.

Sua dieta é composta principalmente por sementes, frutas, nozes, castanhas, flores e brotos. O bico forte e curvado é adaptado para quebrar cascas duras e acessar o interior de sementes nutritivas. A espécie também exerce papel essencial na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação.

A época reprodutiva ocorre entre agosto e janeiro, dependendo da região. O casal (que geralmente permanece unido por toda a vida) utiliza ocos de árvores altas para construir o ninho. A fêmea põe 2 a 3 ovos, que são incubados por cerca de 28 dias. Os filhotes permanecem no ninho por até três meses, sendo alimentados e protegidos pelos pais.

Embora ainda seja relativamente comum em algumas regiões, a arara-de-barriga-amarela enfrenta ameaças crescentes, como:

Desmatamento e degradação florestal. Tráfico de animais silvestres, especialmente de filhotes. Perda de locais adequados para nidificação. Caça ilegal.

A espécie está classificada como “Menos Preocupante” (LC) pela IUCN em escala global, mas em algumas áreas do Brasil está em declínio acelerado, e ações locais de proteção têm se tornado essenciais.

Organizações ambientais, centros de reabilitação e projetos de conservação têm atuado no combate ao tráfico e no resgate de indivíduos feridos. Além disso, programas de educação ambiental, reflorestamento e criação de corredores ecológicos têm beneficiado a espécie.

Também há projetos de reintrodução da arara em áreas onde foi extinta localmente, como na Mata Atlântica, por meio de parcerias entre ONGs e instituições públicas.

A arara-de-barriga-amarela é mais do que uma ave exuberante: é um elo fundamental na manutenção dos ecossistemas tropicais. Proteger essa espécie é proteger também as florestas e toda a biodiversidade que delas depende. Seu futuro está diretamente ligado ao nosso compromisso com a conservação da natureza.

Ramon Ventura.