Nome científico: Epinephelus itajara.
Peso: Até cerca de 400 kg.
Tamanho: Indivíduos adultos podem atingir mais de 2,5 m de comprimento.
Família: Serranidae.
Habitat: Habita principalmente águas costeiras rasas.
Local onde é encontrado: Possui ampla distribuição no Oceano Atlântico Ocidental, desde o nordeste da Flórida (EUA) até o sul do Brasil.
Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção.
Mero (Epinephelus itajara): O Gigante Ameaçado dos Mares Tropicais
O mero, cujo nome científico é Epinephelus itajara, é uma das espécies de peixes mais impressionantes que habitam os oceanos tropicais e subtropicais do Atlântico. Também conhecido popularmente como mero-preto, canapu, canapuguaçu ou garoupa-preta, este peixe pertence à família Serranidae, a mesma das garoupas e do bodião.
O mero é considerado um dos maiores peixes ósseos do Atlântico. Indivíduos adultos podem atingir mais de 2,5 m de comprimento e pesar até cerca de 400 kg, com registros históricos de exemplares ainda maiores.
Sua coloração varia de marrom-oliváceo a acinzentado, muitas vezes com pequenas manchas escuras no corpo e na cabeça. Os juvenis apresentam faixas verticais leves que se tornam menos visíveis com a idade.
O mero habita principalmente águas costeiras rasas e possui ampla distribuição no Oceano Atlântico Ocidental, desde o nordeste da Flórida (EUA) até o sul do Brasil, incluindo o Golfo do México e o Caribe. Também ocorre no Atlântico Oriental, da África Ocidental às costas angolanas.
Os juvenis preferem áreas de manguezais e estuários, que funcionam como berçários naturais, enquanto os adultos são mais comuns em costões rochosos, recifes naturais e artificiais, naufrágios e plataformas submarinas.
O mero é um predador de topo na sua cadeia alimentar. Sua dieta é variada, composta principalmente por peixes lentos e crustáceos — como caranguejos, lagostas e outros invertebrados — além de polvos e outros peixes de recife.
Este peixe apresenta crescimento lento e maturação tardia: atinge a maturidade sexual apenas entre 6 e 8 anos de idade, e pode viver por várias décadas (mais de 30 anos).
Os meros formam aglomerações reprodutivas em locais específicos, geralmente em águas relativamente rasas (10–50 m), durante determinados períodos do ano como o final da primavera e verão no hemisfério sul. Nessas agregações, poucos indivíduos (em média menos de 150) se reúnem para a desova, um comportamento que torna a espécie ainda mais vulnerável à pesca.
Apesar de sua grande dimensão, o mero enfrenta uma grave ameaça de extinção. A espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção no Brasil e classificada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) em escala global.
Existem várias razões para essa condição preocupante:
- Sobrepesca e captura ilegal, muitas vezes direcionada a indivíduos grandes e reprodutivos, reduzem severamente as populações.
- Crescimento lento e maturação tardia, o que limita a capacidade da espécie de se recuperar rapidamente.
- Degradação de habitats essenciais, como manguezais, que são fundamentais para o desenvolvimento dos juvenis.
- Fragilidade das agregações reprodutivas, que são alvos fáceis durante a desova.
O mero desempenha um papel ecológico importante como predador de topo em ecossistemas recifais e costeiros, influenciando a estrutura das comunidades marinhas onde ocorre. Seu desaparecimento não afeta apenas a espécie em si, mas também o equilíbrio dos ambientes que ocupa.
O mero — Epinephelus itajara — é um peixe de grande porte, importância ecológica e grande apelo popular, porém está sob intensa ameaça devido à ação humana. A combinação de sua biologia particular, pressões de pesca e perda de habitats reforça a necessidade de esforços contínuos de proteção, pesquisa e educação ambiental para garantir a sobrevivência dessa espécie emblemática dos mares tropicais.
Ramon Ventura.



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